A história desta terra começa no início dos anos 1900, quando ela pertencia a Joaquim Honório Ferreira e Maria Narcisa Ferreira. A fazenda se chamava Santa Maria, e foi ali que se enraizou uma relação com a serra, com as águas e com a mata que atravessaria gerações.
Com o tempo, os filhos receberam a terra como herança. Entre eles estava Antônio Thomaz Ferreira — conhecido como Nico Ferreira — que ficou com esta parte da fazenda. Em sua homenagem, o sítio passou a se chamar Santo Antônio. Casado com Martha, foi ele quem deu nome ao que hoje é o Centro de Conservação.
Theresa, filha de Nico Ferreira, e seu marido Waldir foram a geração que segurou a continuidade. Onde tantos abriram pastagens, a família deixou a floresta de pé. O fragmento sobreviveu ao ciclo do café, à expansão da pecuária e ao desmatamento que consumiu mais de 88% da Mata Atlântica brasileira.
Hoje, o que era preservação por afeto se torna preservação por método. O antigo Sítio Santo Antônio passa a ser o Refúgio do Jequitibá — um Centro de Conservação e Pesquisa, onde cientistas, estudantes e visitantes podem conhecer, estudar e ajudar a proteger aquilo que quatro gerações, em silêncio, decidiram não destruir.






