Refúgio do JequitibáRefúgio do JequitibáCentro de Conservação e Pesquisa Nico Ferreira

A história

Quatro gerações,
uma mesma floresta.

Retrato de Joaquim Honório e Maria Narcisa com os filhos

Joaquim Honório e Maria Narcisa Ferreira, com os filhos — a família onde tudo começou.

A história desta terra começa no início dos anos 1900, quando ela pertencia a Joaquim Honório Ferreira e Maria Narcisa Ferreira. A fazenda se chamava Santa Maria, e foi ali que se enraizou uma relação com a serra, com as águas e com a mata que atravessaria gerações.

Com o tempo, os filhos receberam a terra como herança. Entre eles estava Antônio Thomaz Ferreira — conhecido como Nico Ferreira — que ficou com esta parte da fazenda. Em sua homenagem, o sítio passou a se chamar Santo Antônio. Casado com Martha, foi ele quem deu nome ao que hoje é o Centro de Conservação.

Theresa, filha de Nico Ferreira, e seu marido Waldir foram a geração que segurou a continuidade. Onde tantos abriram pastagens, a família deixou a floresta de pé. O fragmento sobreviveu ao ciclo do café, à expansão da pecuária e ao desmatamento que consumiu mais de 88% da Mata Atlântica brasileira.

Hoje, o que era preservação por afeto se torna preservação por método. O antigo Sítio Santo Antônio passa a ser o Refúgio do Jequitibá — um Centro de Conservação e Pesquisa, onde cientistas, estudantes e visitantes podem conhecer, estudar e ajudar a proteger aquilo que quatro gerações, em silêncio, decidiram não destruir.

Álbum de família

Joaquim Honório e Maria Narcisa Ferreira com os filhos — início dos anos 1900.
Joaquim Honório e Maria Narcisa Ferreira com os filhos — início dos anos 1900.
Martha e Antônio Thomaz (Nico Ferreira) no dia do casamento.
Martha e Antônio Thomaz (Nico Ferreira) no dia do casamento.
Thomaz, Martha, Theresa e familiares no sítio — registro do cotidiano da roça.
Thomaz, Martha, Theresa e familiares no sítio — registro do cotidiano da roça.
Três gerações reunidas: Thomaz e Martha com Theresa, Waldir e familiares.
Três gerações reunidas: Thomaz e Martha com Theresa, Waldir e familiares.
Vô Waldir e vó Theresa com os quatro filhos, na varanda da roça.
Vô Waldir e vó Theresa com os quatro filhos, na varanda da roça.

Linha do tempo

Marcos de uma floresta protegida

  1. Início dos anos 1900

    Joaquim Honório e Maria Narcisa

    A terra pertence a Joaquim Honório Ferreira e Maria Narcisa Ferreira. A fazenda se chama Santa Maria.

  2. Décadas de 1920–30

    Herança e novo nome

    Os filhos recebem a fazenda como herança. Entre eles, Antônio Thomaz Ferreira — Nico Ferreira — fica com esta parte da terra. O sítio passa a se chamar Santo Antônio, em referência ao novo dono.

  3. Décadas de 60–80

    A floresta resiste

    Enquanto a região é convertida em pastagem, o fragmento permanece de pé. Theresa, filha de Nico Ferreira, e seu marido Waldir tomam conta da casa e do entorno.

  4. Anos 2000

    Continuidade familiar

    A propriedade passa para a próxima geração, com o compromisso explícito de não desmatar.

  5. 2023

    Parceria com a UFV

    Início do projeto de pesquisa com o sagui-da-serra-escuro (Callithrix aurita).

  6. Hoje

    Centro de Conservação

    O antigo Sítio Santo Antônio se torna um centro vivo de pesquisa, monitoramento e educação ambiental — o Refúgio do Jequitibá.

Homenagens

Os nomes que sustentam esta floresta.

A reserva existe porque pessoas decidiram, em silêncio, não derrubar. Este centro carrega seus nomes — como gratidão e como compromisso.

Joaquim Honório & Maria Narcisa

Os fundadores · início dos anos 1900

De Joaquim Honório Ferreira e Maria Narcisa Ferreira veio toda a história. A terra original, a fazenda Santa Maria, foi escolhida por eles — e dali partiu tudo o que veio depois.

Antônio Thomaz · Nico Ferreira

Herdeiro e novo nome · Sítio Santo Antônio

Recebeu parte da fazenda como herança e deu a ela o nome de Sítio Santo Antônio. É dele o apelido — Nico Ferreira — que hoje batiza o Centro de Conservação.

Theresa & Waldir

A geração que segurou a continuidade

Filha de Nico Ferreira e seu marido, foram quem manteve viva a relação com a casa e a floresta — e quem, enquanto a região virava pasto, sustentou a decisão de deixar a mata de pé.

Em breve: a Bolsa de Pesquisa Theresa e Waldir, apoiando estudantes da UFV em campo na reserva.

Fragmento florestal visto do ar